Algumas feridas fazem tudo certo com o curativo e mesmo assim demoram para fechar. Nesses casos, a terapia regenerativa usa os próprios fatores de cura do seu sangue para estimular a cicatrização de dentro para fora.
Esse cuidado é pra você se...
O que é, na prática
Sem termo técnico difícil: entenda como esse cuidado funciona.
A terapia regenerativa é um recurso que usa uma pequena amostra do seu próprio sangue, processada em laboratório na hora, para concentrar os fatores de crescimento que o corpo já produz naturalmente para cicatrizar. Essa concentração é então aplicada diretamente na ferida, funcionando como um estímulo extra para a regeneração do tecido.
Na prática, existem duas técnicas principais: PRP (plasma rico em plaquetas) e PRF (fibrina rica em plaquetas). Ambas são autólogas — ou seja, feitas com material do próprio paciente, sem produtos externos — e a escolha entre uma e outra depende das características da ferida, avaliadas caso a caso.
É um recurso indicado para casos selecionados de difícil cicatrização, sempre como parte de um plano de cuidado mais amplo — não substitui o curativo técnico, a avaliação clínica e o acompanhamento contínuo.
O sangue é centrifugado para concentrar as plaquetas, ricas em fatores de crescimento que aceleram a regeneração do tecido.
Uma evolução do PRP: forma uma matriz de fibrina que libera os fatores de crescimento de forma mais gradual e prolongada.
Como funciona na consulta
Analiso a ferida e o histórico para confirmar se a terapia regenerativa é indicada para o seu caso.
Uma pequena amostra de sangue é coletada, como em um exame de rotina.
O material é centrifugado na hora para concentrar os fatores de crescimento.
O concentrado é aplicado diretamente na ferida, dentro do plano de curativo já definido.
Cuidado técnico, com ciência e presença
Perguntas frequentes
Sim. "Terapia regenerativa" é o nome do cuidado; PRP e PRF são as duas técnicas específicas usadas dentro dele. A escolha entre elas é feita na avaliação, conforme o tipo de ferida.
O procedimento é bem tolerado. A coleta de sangue é como em um exame de rotina, e a aplicação segue o mesmo manejo cuidadoso usado em qualquer curativo.
Varia de acordo com o tipo e o estágio da ferida. O número de sessões e o intervalo entre elas são definidos após a avaliação inicial, dentro do plano de cuidado.
Sim, em casos selecionados os dois recursos podem se complementar. A indicação é sempre avaliada individualmente.
Não. É um recurso indicado para casos específicos de difícil cicatrização, definido em avaliação clínica — não substitui o curativo nem o acompanhamento contínuo.
O atendimento é particular. Consulte a possibilidade de reembolso diretamente com o seu convênio.
Se o curativo sozinho não está sendo suficiente, converse comigo para entender se a terapia regenerativa pode ajudar.